Fiz um combinado comigo e, desta vez, resolvi cumprir o trato - talvez só pra fugir do habitual.
Comprei um caderninho para anotar acontecimentos e observações. Não do meu mundo, mas do mundo ao meu redor – sim, são dois.
Neste caderninho seria proibido (odeio regras, porque nunca consigo segui-las) frases sentimentaloides e textos-desabafos-de-frustrações.
Quando fui à papelaria não encontrei nenhum caderninho que agradasse a minha exigência, as capas eram sempre feias. Então, sem modéstia, colei uma foto minha e alguns recortes. Ficou a minha cara, literalmente.
Prometi levá-lo comigo aonde quer que eu fosse e quando reparasse em algo iria anotar e depois ler tudo e ver no que dava.
Já adianto que não vou transcrever pra cá tudo, mas hoje vou contar o que está registrado na primeira página, a introdução:
“Oi.
Pensei em varias formas de começar a escrever aqui. Por fim, optei pela mais simples: um ‘oi’ . Isso porque eu sempre apoiei aquela propaganda da empresa de telefonia que dizia que tudo começa assim.
Bom, o objetivo aqui é me apegar à capacidade de ser perspicaz e não deixar nada PASSAR EM BRANCO!
Sinto discordar de Chico Buarque, mas vou me apressar; porque tudo é pra já, sim, e a minha ansiedade não agüenta mais esperar.
Então vamos logo começar a brincadeira...”
sexta-feira, 25 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Porque passar uma noite?
Talvez olhar pros teus olhos de menino querendo crescer seja melhor que assistir “Os educadores”. Ou talvez o que me encante seja essa sua sinceridade e coragem em dizer que eu sou muito chata, mas que mesmo assim você gosta de mim. Ao contrário do que acontece sempre, por você eu não espero. E você aparece, quase que ao acaso. E, mesmo eu não gostando de surpresas, eu gosto de você...Gosto também desse seu jeito critico e dessa sua lucidez e sensibilidade pra poder perceber tudo que acontece ao redor.Bom, só sei que olhar pra esse sorriso - mesmo sem promessas de eternidade - já é motivos de sobra pra passar uma noite e pra conservar a felicidade do lado de cá por muitas outras!
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Última carta*
Desapareça. Pegue o perfume, as fotos, apague os emails, e rasgue todas as páginas do meu diário que seu nome esta em negrito, evidenciando que era importante. Leve tudo isso pra longe daqui... e vá junto!Aproveite e coloque na mala esse gosto amargo e esse aperto no peito, que aparece quando lembro das palavras falsas e das mentiras que eu julguei verdade e fiz delas a minha realidade. Por favor, saia já daqui com promessas e elogios tão sem sentido e sem valor. E não me venha mais falar em saudade, porque não se pode sentir falta do que não te agradou, nem te fez feliz.E só mais uma coisa: não me olhe mais como se fossemos cúmplices de um sentimento incomum pros outros, mas comum entre mim e você.
Boa viagem, sem retorno!
[*pequena, assim como a minha admiração por você agora.]
Boa viagem, sem retorno!
[*pequena, assim como a minha admiração por você agora.]
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