sábado, 15 de novembro de 2008

Ah garoto, o que foi que eu fiz?

O que foi que eu fiz pra você?
Você pegou o que eu tinha de mais importante, sem ao menos pedir licença. Você não pode, não pode pegar tudo e ir devolvendo a alegria aos poucos, doses homeopáticas de animo. Pra que tudo isso?
Você se sente seguro com a minha dependência, eu sei, mas o que eu mais queria era uma overdose, pra acabar logo com isso.
Ah se você soubesse, o quanto eu queria mais da alegria de ter você. Não precisava da melhor roupa, das melhores palavras e nem do melhor vinho. Bastava vir.
Você sabe que a minha pretensão sempre foi ter você sem exigir nada, nem isso.
Eu nunca quis ter você com vontade de ir embora. Por isso achei que seria mais fácil te expulsar dos meus pensamentos do que te ver fechando a porta por vontade. Mas não foi assim.
E o que mais me incomoda em tudo isso, é a espera. O telefone que não toca, e quando toca, não diz o que eu espero ouvir. Viver de espera cansa.
Sei que as coisas estão todas erradas e que você é a pessoa errada.
Mas esse texto é só pra explicar. Entende agora o motivo da preguiça e da falta de inspiração me consomem?
Já vou dormir, porque decidi que por hoje não vou me embriagar de você e me contentar com “pequenas porções de ilusão”.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Eu acredito em disco voador

Não riam. Se ate o Tim Maia acreditava, porque que eu não posso?
Antes de ontem, uma amiga veio me dizer sobre um vídeo com uma mensagem de um extraterrestre dizendo que apareceria aqui na terra pra dar um “alô”. Mentira, o vídeo era idiota e cansativo e falava que eles viriam em missão de amor.
E eu sinceramente me recuso a amar um marciano verde e de olhos grandes - pelo menos é assim que os desenhos mostram que eles são -, e me recusei, naturalmente, a acreditar que isso poderia ser verdade.
A grande visita estava marcada pro dia 14/10, ainda era dia 13 e eu estava me preparando pra dormir, olhei pro céu e vi uma luz brilhante que refletia todas as cores –já pedi pra não rir – tenho certeza que não era uma estrela e muito menos um avião. E o fato deles chegarem antes deve ser por conta do fuso horário, não sei, afinal eles não tentariam contato. Fui pra sacada pra observar melhor o céu, e consegui enxergar mais três pontos brilhantes, com as luzes coloridas inconfundíveis, eram os tais discos voadores.
Ontem eles estavam no céu de novo, e hoje, segundo o vídeo, será a despedida. Não sou otimista e nem pessimista em relação a eles, não espero ser abduzida para um mundo melhor, como pregava o “universo em desencanto”, e muito menos acredito naquela dominação trágica que o filme “Guerra dos mundos” mostra, eu só acredito neles e em suas naves espaciais que resolveram nos visitar...

Antes era diferente

Imagino que você pensara hoje, no que eu disse ontem. Ou talvez você nem lembre mais do antes que era diferente, mas eu lembro -sempre- e faz diferença a falta da mesma. Não estou falando do amor barato, das cantadas criativas e das paqueras sem escrúpulos. Porque isso nem era o diferencial verdadeiro, era só o mais aparente.
Pode ate parecer poético demais, mas o que me chamava a atenção era toda a sintonia. Aquela coisa de “eu sei o que você esta pensando”, e ao contrario do que possa parecer isso não fazia a relação se tornar previsível demais. Funcionava como um porto seguro, mas nos dois somos inquietos e aventureiros demais pra não voltar pro mar. E o meu medo é que nessa brincadeira, o sentimento pode mudar, e afundar...
Nesse momento uma taça de vinho, um cigarro e uma foto de nós dois, me faz companhia. Misturados entre cadernos, livros e uma agenda cheia de compromissos, mas nenhum com você. A musica que eu estou ouvindo repete que o ponto final significa sim o fim, e eu já voltei 3 vezes pra ver se fica gravado na minha cabeça, ocupando o seu lugar. A estação acabou de mudar, chegou a primavera, as flores, o calor, a chuva e o excesso de felicidade alheia. A lembrança se torna mais presente, e a historia continua no passado, mesmo sem ter chegado ao fim. Sei que o contrario seria mais comum, lembrar de você no inverno, onde o frio pede sempre um calor a mais. Mas nunca seguimos muito o convencional.
Chega por hoje, já transformei minha saudade em cinzas, mas em breve “volto a lhe escrever, pra lhe dizer que isso é pecado, eu trago o peito tão marcado de lembranças do passado e você sabe a razão[...], outro retrato em preto e branco a maltratar meu coração.”


[03 out.]

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O que eu quero lhe dizer:

A luz do amor se apagou e te deixou ai, no escuro. Mas você nem percebeu, fechou os olhos e resolveu dormir...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Imaturidade ou personalidade?

Usava uma camisa listrada. Segurava um copo cheio de uma bebida vermelha e tomava um gole de 3 em 3 segundos. Olhava como se tivesse algo a dizer, e mesmo quando falava conservava esse olhar. Andava por todos os lados, procurando... pessoas, sentido. E não parava, mesmo quando encontrava. Seu sorriso não era falso, apenas incompleto. Faltava aprender a crescer. Não sei o que esta sempre querendo dizer, mas sei o que precisa ouvir: A vida não é feita de álcool cintilante pra colorir ilusoriamente e embaçar a visão tentando esconder a verdade. E não será aumentando os riscos de morte que provará que esta vivo.Quando perceber isso, saberá realmente o que dizer e o que procura.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Motivos para não se apaixonar

Se o inverno não estivesse chegando ao fim, se o vento de agosto soprasse mais leve e se a beleza dos ipês fosse eterna, eu juro que pensaria no caso. Mas eu não posso apostar no que é temporário, as flores coloridas vão cair e o encantamento dos olhos desaparecerá na mesma medida. Sempre acontece assim, de repente percebemos que acabou. Alguns continuam lá, mesmo sem a admiração de antes, cultivam a falta de graça e esperando o tempo passar pra ver se as estações e o estado de espírito mudem, e tudo volte a ser como era antes. Mas não é o meu caso, pela impulsividade que me persegue, eu sempre vou embora. Volto pra casa com lagrimas persistente, e com a certeza consistente de que chegou mesmo ao fim. E nessa hora não há consolo que ajude: “O fim sempre vem acompanhado de um novo começo.”. Não adianta, porque ainda não “sintonizou” a nova estação e por enquanto acredito que flor igual aquela eu nunca mais verei...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Borboletas

- Não mata!
- Por que não?
- Porque ela não esta fazendo nada.
- Tá sim, tá atrapalhando.
- Mas ela já sofre tanto, não custa agüentarmos ela aqui por algum tempo.
- Como sabe que ela sofre?
- Basta olhá-la.
- Como assim?
- Ue ela já é o patinho feio da sua espécie, e se estivesse feliz estaria voando longe daqui, livre...
- Você e essa mania de relacionar felicidade com liberdade.
-É, e é por isso que no fundo eu queria ser uma borboleta.
- Ah é? Dessa eu não sabia.
- É sim. Mas eu queria ser uma borboleta feliz, daquelas que a gente corre atrás pra ver. E que mesmo com a insistência em ser efêmera, nos deixa encantado com tamanha beleza.
- Estranho...
- O que?
- Pra mim, você já é uma dessas borboletas...!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Meu mais novo companheiro.

Fiz um combinado comigo e, desta vez, resolvi cumprir o trato - talvez só pra fugir do habitual.
Comprei um caderninho para anotar acontecimentos e observações. Não do meu mundo, mas do mundo ao meu redor – sim, são dois.
Neste caderninho seria proibido (odeio regras, porque nunca consigo segui-las) frases sentimentaloides e textos-desabafos-de-frustrações.
Quando fui à papelaria não encontrei nenhum caderninho que agradasse a minha exigência, as capas eram sempre feias. Então, sem modéstia, colei uma foto minha e alguns recortes. Ficou a minha cara, literalmente.
Prometi levá-lo comigo aonde quer que eu fosse e quando reparasse em algo iria anotar e depois ler tudo e ver no que dava.
Já adianto que não vou transcrever pra cá tudo, mas hoje vou contar o que está registrado na primeira página, a introdução:
“Oi.
Pensei em varias formas de começar a escrever aqui. Por fim, optei pela mais simples: um ‘oi’ . Isso porque eu sempre apoiei aquela propaganda da empresa de telefonia que dizia que tudo começa assim.
Bom, o objetivo aqui é me apegar à capacidade de ser perspicaz e não deixar nada PASSAR EM BRANCO!
Sinto discordar de Chico Buarque, mas vou me apressar; porque tudo é pra já, sim, e a minha ansiedade não agüenta mais esperar.
Então vamos logo começar a brincadeira...”

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Porque passar uma noite?

Talvez olhar pros teus olhos de menino querendo crescer seja melhor que assistir “Os educadores”. Ou talvez o que me encante seja essa sua sinceridade e coragem em dizer que eu sou muito chata, mas que mesmo assim você gosta de mim. Ao contrário do que acontece sempre, por você eu não espero. E você aparece, quase que ao acaso. E, mesmo eu não gostando de surpresas, eu gosto de você...Gosto também desse seu jeito critico e dessa sua lucidez e sensibilidade pra poder perceber tudo que acontece ao redor.Bom, só sei que olhar pra esse sorriso - mesmo sem promessas de eternidade - já é motivos de sobra pra passar uma noite e pra conservar a felicidade do lado de cá por muitas outras!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Última carta*

Desapareça. Pegue o perfume, as fotos, apague os emails, e rasgue todas as páginas do meu diário que seu nome esta em negrito, evidenciando que era importante. Leve tudo isso pra longe daqui... e vá junto!Aproveite e coloque na mala esse gosto amargo e esse aperto no peito, que aparece quando lembro das palavras falsas e das mentiras que eu julguei verdade e fiz delas a minha realidade. Por favor, saia já daqui com promessas e elogios tão sem sentido e sem valor. E não me venha mais falar em saudade, porque não se pode sentir falta do que não te agradou, nem te fez feliz.E só mais uma coisa: não me olhe mais como se fossemos cúmplices de um sentimento incomum pros outros, mas comum entre mim e você.

Boa viagem, sem retorno!

[*pequena, assim como a minha admiração por você agora.]

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Você não vale nada

Não vale um post aqui, nem todas as cartas enviadas e ligações feitas. Não vale os abraços carinhosos e as declarações inesperadas. Não, você não vale todas as fotos e momento juntas. Não vale os presentes e nem os resumos dos livros e filmes que eu sempre faço pra você. Não vale todos os esforços, nem os agrados e almoços preparados pra você. Muito menos vale as noites mal dormidas com o objetivo único de aproveitar a sua companhia. Não vale a atenção e nem a preocupação. Você não vale nada. Não vale o orgulho e nem os elogios feitos. E pelo jeito você nunca vai valer nada disso.E não é porque não mereça, e sim porque nem todas as demonstrações de afeto do mundo, conseguiria mostrar o que você significa pra mim, pequena!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Eu não gosto de você,

porque se eu gostasse desejaria a sua felicidade ao lado de qualquer pessoa, e não seria ciumenta e egoísta a ponto de te querer só pra mim. Se eu realmente gostasse eu não te aborreceria com as minhas tristezas e dúvidas. Eu não iria contra as suas idéias e suposições e não pediria explicações para todos os pensamentos expostos seus. Eu concordaria com você e não ficaria á todo momento discutindo a razão das coisas. Se eu gostasse mesmo eu não choraria a noite pelos teus defeitos, porque certamente você atenderia as minhas expectativas. Com certeza eu seria mais compreensiva e não insistiria pra você fazer o que não deseja. Eu não te pressionaria, apenas para a minha satisfação. Se eu gostasse pelo menos um pouco de você eu falaria pra todos o quanto você é uma pessoa legal, e deixaria você fazer sucesso com outras e não só comigo. Mas eu não gosto de você! Porque se eu gostasse, eu te obedeceria e já teria retirado o fantasma em que eu transformei você, de dentro de mim. Já teria ido viver minha vida, e me livrado desse pesadelo em que se transformou o nosso conto de fadas. Eu sinceramente não gosto de você e nem de mim. Porque me submeto a viver de lembranças, querendo que o futuro seja como o passado, ou seja, desejando que os seus planos não dêem certo e que você volte.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O tempo

Eu assumo que sou contra e não acredito que ele resolva todos os problemas.
Sendo assim não deixo a minha vida nas mãos de quem eu não confio. Mesmo porque não acho justo esperar ele passar e levar os meus desejos e vontades embora, não deixando nem vestígios do que é prioridade pra mim agora. Por isso resolvo as minhas coisas, não fico contando com a boa vontade desse “mano velho”...
Tá bom, tá bom, eu confesso que corro atrás quando já está perdido, mas é só por isso, porque se perdeu. O que esta por vir eu não dou nenhum valor, porque eu acredito mais em mim no que nessezinho metido que acha que tudo depende dele pra poder acontecer.

terça-feira, 17 de junho de 2008

O telefonema

A lua estava com aquele circulo em volta que significa confusão, e quando é assim eu prefiro ficar longe de tudo que possa acabar nisso. Mas eu já havia tomado 3 cervejas, e quando é assim eu não consigo bancar a equilibrada e abandonar essa minha personalidade compulsiva. Precisava mostrar que eu estava de volta, fosse por meio de uma mensagem, ligação ou sinal de fumaça. Decidi que ia ligar, não só por ser a forma mais fácil, mas também por ser a mais completa, já que não teria um limite de caracteres. Peguei e telefone e disquei o numero, chamou ate cair na caixa de mensagem. Alem de ter essa sensibilidade aguçada e acreditar que tudo merece uma segunda chance, ainda fiz questão de vestir a camisa do otimismo e apostar que você estava no banho e quando foi atender já estava escrito no visor “1 chamada não atendida.”. Os meus argumentos, bastante convincente, me fizeram tentar de novo. Liguei. Chamou, chamou, chamou e nada. Voltei pra realidade, tirei a camisa de otimismo e procurei pensar que você realmente não queria me atender, e que de nada adiantava a minha insistência. Olhei no celular, e no canto direito estava a data: 15/06/2008, somei a data com o numero de vezes que eu tinha ligado e no fim das contas deu 6. E eu odeio esse numero! Então não custava nada ligar mais uma vez pra dar 7, ainda mais que o numero 7 é mágico... e só acontecendo algo sobrenatural mesmo pra fazer com que você me atendesse. Dito e feito! Depois de poucos toques você disse um “oi” distante, com sono ou algo parecido... Mas disso eu não podia reclamar, domingo a noite quase chegando a segunda-feira não dava pra mostrar empolgação. Comecei a falar: o que eu pensava, o que tinha acontecido, o que eu queria. Você do outro lado, respondia com palavras monossílabas, o que me deixou irritada.
-Você responde as coisas sempre assim ou é porque esta com sono?
-Nenhuma das duas opções. Eu só queria que você estivesse aqui, ai sim eu ia responder direito, mas não com palavras.
Pronto. Fim do telefonema.
E dessa vez eu preciso aprender que nem tudo da pra se expressar em palavras e que “falar demais não é necessariamente se comunicar.”.


[Então vamos contar estrelas que eu prometo me calar e deixar você me ensinar a demonstrar.]

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Estranha fidelidade

Segundo o dicionário ser fiel é o mesmo que ser leal; e ser leal é ser sincero, franco e honesto. Eu concordo, mas tenho uma visão oposta a da maioria das pessoas sobre o que é, na prática, a fidelidade em uma relação amorosa. Pra mim, não é só deixar de beijar outras bocas; deve-se ser fiel ao sentimento e não ao compromisso apenas. E no caso de não estar mais ‘tão apaixonado’, não é somente uma questão de se esforçar em não trair para agradar a pessoa, mas sim ser honesto e respeitar, considerando-se que não é nela que se pensa antes de dormir. Ser sincero é indispensável. Expressar o que pensa e demonstrar o que sente é essencial, mesmo que em algum ponto seja desagradável. Palavras sempre machucam menos que ações. Se pensar um pouco, percebe-se que alguém traído dificilmente perdoa; já aquela que recebeu um e-mail, uma ligação ou outra forma de explicação, expondo o fim do sentimento, consegue sim olhar sem raiva... Afinal, ninguém desejou que acabasse e também não provocou isso, simplesmente aconteceu.Essa fidelidade de quando sonha, pensa e deseja estar com outra enquanto jura que ama o (a) namorado(a) não é só estranha, é falsidade: é ser fiel apenas por obrigação. E eu pelo menos acredito, que pra ficar com alguém tem que ser por prazer e não pra cumprir tabela...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sábado é dia de beber cerveja.

Eu sinto admitir isso, como sinto o peso dessa afirmação no meu corpo e no meu bolso. Bom, na segunda e na terça-feira é até fácil controlar. Porque os efeitos colaterais estão ainda evidentes. Então nesses dias eu sempre prometo que vou parar de tomar cerveja e tomar juízo. Mas chega a quarta-feira. E vem o Zeca pagodinho cantando um samba, mostrando aquele clima gostoso de bar e dizendo que todo dia é dia...ainda bem que eu não bebo Brahma, porque se não... Quinta-feira a noite chega meu pai, com 6 skols geladinhas. Já que eu considero um numero alto de cervejas pra ele beber sozinho, não espero oferecer duas vezes pra aceitar. Mas depois do primeiro copo a consciência já pesa. Afinal ainda não chegou o fim de semana! Penso: “tá bom, amanha a gente continua...”. Pronto, já que hoje é sexta eu to indo pro bar, porque o sábado já ta chegando e eu tenho que recebê-lo com o sorriso no rosto e um copo de cerveja na mão!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Um sonho que eu tive:

"Foi engraçado. Mas no momento, desastroso pra mim. Eu era aquela garota de uniforme, cabelos amarrados, cara ruim por causa das dores de cólica e estava usando óculos. Os óculos, aqueles que eu coloco no bolso sempre pra poder disfarçar. Mas você chegou de repente, trombou em mim, eu escorreguei e cai. E junto comigo caiu o seu maldito sorvete, sujou todo o meu rosto e os óculos. Eu até achei que era uma certa vantagem, já que com isso eu fui obrigada a tirá-los. Você ficou lá, com uma cara meio assustada, mas não se moveu pra me ajudar, ficou foi rindo e avisando que eu estava suja. E foi nesse momento que eu fiquei nervosa, muito nervosa com você; então peguei um pouco do sorvete que estava no meu rosto e passei em você, dizendo:’ Não é só eu que estou suja, agora somos nós.’ E a partir daquele dia tudo passou a ser nós mesmo, eu e você, juntos.Ao contrário do primeiro olhar, que foi de raiva, os outros foram olhares apaixonados. Eu passei a sonhar, tirei meus pés do chão que me impediam de voar e fui aos céus. Mas não sozinha, você estava comigo, e ainda está.Foram tantos sorvetes depois daquele, e nós ainda brincávamos de sujar um ao outro e lembrávamos do primeiro encontro. Você imitava a minha cara de brava e eu a sua de bobo. E a gente agradecia por termos nos conhecido apesar de sermos tão diferentes.Eu gosto de internet e você de ler jornal, eu prefiro a noite, e você o dia, eu bebo cerveja e você não, eu sou nervosa e você tão calmo, meus olhos são castanhos e os seus azuis. Todos os dias a gente briga e todos os dias fazemos as pazes, a gente se ama, se completa. Pela primeira vez em todos os meus relacionamentos, eu não tive medo de perder, eu não fiquei insegura. Porque sei que você é meu, e eu sou completamente sua. Sem nenhuma dúvida, você me satisfaz, me da tudo que eu preciso pra ser realmente muito feliz. Eu sei, e você também sempre me diz, que eu não dependo de você, que eu posso sim ser feliz por mim. Mas mesmo assim eu quero ter você comigo, pra que eu possa olhar pra esses olhos, me perder e acreditar por pelo menos um segundo que nesse mundo só existe eu, você e o bendito sorvete.".

Aí eu acordei!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Só por ser quarta-feira.

Todos acabam indo embora, seja da festa, da casa ou da sua vida.
E talvez seja esse o problema!
Ela estava se divertindo, queria ficar mais. A festa não estava boa, o que estava boa era a companhia. Mas ele se foi, e ela ficou no meio de pessoas desinteressantes, tão diferentes dele!Domingo a tarde em casa assistindo filme, ela estava feliz. Não porque o filme era bom, mas porque ele estava lá. Mas o relógio não estava mais a favor, e ele teve que ir. Ela passava a noite na internet, não porque escrevia textos ou lia noticias. Mas sim porque conversava com ele. E mesmo com apenas 4 horas de sono, acordava satisfeita. Um sorriso aparecia a cada mensagem, bombom ou abraço. E não era porque ela era carente de atenção e viciada em chocolate, era porque vinha dele. Porque mesmo longe ele mostrava que estava com ela. Mas todo mundo acaba indo embora...e ele foi. Em uma quarta-feira não ligou e não apareceu. Foi pra um lual e não retornou quando o sol nasceu!
Agora não há mais nenhum sinal, o celular esta no modo vibrar, mas nem a luz acende. A janela não aparece no conto direito da tela e o 13 da pagina de recados não vira 14. O interfone não faz barulho, e a campainha parece estar com defeito. O telefone continua mudo, ao contrario do coração que grita por noticias, por um arrependimento, um pedido, ou simplesmente por uma saudade que possa existir alem...

O seu cheiro bom

Já me disseram que o seu tipo é edição limitada. Mas eu procuro não pensar nisso, pra não gostar mais ainda de você! Não que você não mereça e que seja ruim, nada disso. Muito pelo contrário, você é o melhor, mesmo com tantas opções que existem por ai. Com você eu fico mais bonita, mais charmosa e cheirosa. Quando estamos juntos minha mãe sempre vem com aquele papo de que a impressão é que eu entrei dentro de você, acredito que seja por toda a intensidade que se exala. Mas eu não me importo com esse comentário maldoso, porque sei que no fundo ela gosta de você. Na verdade não só ela, mas também o meu irmão e até aquela prima que queria ficar com você. Mas eu avisei com antecedência que eu não abriria mão, deixei claro que você era meu e que eu não dividiria com ninguém. Ela entendeu e arrumou outro pra ela. Hoje olhei e percebi que já esta quase no fim, e dessa vez a culpa não é minha, eu nem cansei de você ainda. Por isso, vou ter que concordar que realmente “as melhores fragrâncias estão nos menores frascos” e que tudo que é bom dura pouco mesmo, até você, meu perfume querido.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sem querer pensar em você

Acordei com os olhos inchados, e lembrei que o médico disse que dormir com as lentes faz mesmo mal pros olhos, forcei pra acreditar nisso. Forcei também pra ignorar que o seu rosto tinha feito parte dos meus sonhos durante toda a noite. Só não consegui escapar das especulações dos preocupados ou curiosos que insistiam em descobrir o motivo das minhas lagrimas no meio de tanta gente sorrindo e achando a vida melhor do que ela realmente é. Perguntavam sobre os meus problemas como se aquilo fosse fazer alguma diferença pra vida deles, ou se pudessem me ajudar. Apesar da minha mania de querer conversar e explicar, eu respondia que estava bem, ou quando tinha certeza que não passava de uma curiosidade besta, dizia que era um engano, ou que um cisco filho-da-mae tinha deixado meus olhos vermelhos e meus dentes dentro da boca, era só isso.Passei o dia vendo tv e dei uma atenção mais que especial pro 'soletrando' e fiz questão de apostar que o estudo é sim mais importante que qualquer paixaozinha. Aprendi novas palavras e seus significados, uma delas foi: esdrúxulo. E acho que essa palavra conseguiu traduzir o que foi esse meu interesse por você, essa minha cisma e vontade que as coisas dessem certo e de que você fosse sim a pessoa que eu queria. Mas não era, e era só isso que eu queria que entrasse na minha cabeça agora. Pronto, acabou o programa e os meus pensamentos sobre o porque de ter insistido em algo sem nexo e que eu sabia que não daria certo. Por fim, afirmei que foi só pra ter certeza, e pra passar o tempo, afinal essas empolgações são só pra quem não tem mais com o que se ocupar e ponto. Mas não vou deixar de ser sincera agora [mesmo sabendo que eu exagero na verdade e que isso me deixa tímida e constrangida em algumas ocasiões.] Vou dizer pela primeira e ultima vez os motivos do meu choro no dia em que todos exibiam seus sorrisos mais largos e falsos. Eu chorei pela nossa imperfeição juntos, pela minha falta de capacidade de perceber que diferenças demais não se completam, mas se repelem e principalmente por saber que você não era o que eu queria que fosse, e que era pura ilusão acreditar que entrando no seu mundo,ia pegar na sua mão e te trazer pro meu. Você não queria pegar na minha mão e nem em parte alguma e muito menos queria sair do seu lugar, um lugar em que tudo parece mais importante do que os sentimentos, que a roupa importa mais e que nada se compara a uma partida de futebol...É triste, mas as minhas suposições são completamente contrarias as suas. Mas não vou começar com meu discurso hippie, sobre paz e a amor acima de tudo, porque sei também que você esta fechado demais pra ser convencido sobre isso.Antes de ir pra mais uma noite de festa, fui na internet, evitei olhar sua pagina de recados, assim como já tinha evitado pensar em você ao longo do dia. Não olhei, como também não olhei nos seus olhos quando te vi a noite, mesmo porque depois de tudo não acho que faria diferença. E como já deve ter percebido, pra mim, um olhar, um abraço e um beijo são sempre únicos e indispensáveis para demonstrar todas as emoções e/ou sensações. E agora eu não quero mais que você saiba o que se passa em mim, porque eu não quero mais você, não quero mais pensar em você. Durante toda a noite me juntei a turma sorridente, me enchi de cerveja, achei que a vida era festa e não tentei não pensar em você. E talvez por isso, tenha sido a única vez em todo o primeiro dia sem você que eu não tenha pensado e nem sentido a sua falta. E agora os dias tem passado assim, não tenho feito esforço pra esquecer e tenho lembrado cada vez menos...