O que foi que eu fiz pra você?
Você pegou o que eu tinha de mais importante, sem ao menos pedir licença. Você não pode, não pode pegar tudo e ir devolvendo a alegria aos poucos, doses homeopáticas de animo. Pra que tudo isso?
Você se sente seguro com a minha dependência, eu sei, mas o que eu mais queria era uma overdose, pra acabar logo com isso.
Ah se você soubesse, o quanto eu queria mais da alegria de ter você. Não precisava da melhor roupa, das melhores palavras e nem do melhor vinho. Bastava vir.
Você sabe que a minha pretensão sempre foi ter você sem exigir nada, nem isso.
Eu nunca quis ter você com vontade de ir embora. Por isso achei que seria mais fácil te expulsar dos meus pensamentos do que te ver fechando a porta por vontade. Mas não foi assim.
E o que mais me incomoda em tudo isso, é a espera. O telefone que não toca, e quando toca, não diz o que eu espero ouvir. Viver de espera cansa.
Sei que as coisas estão todas erradas e que você é a pessoa errada.
Mas esse texto é só pra explicar. Entende agora o motivo da preguiça e da falta de inspiração me consomem?
Já vou dormir, porque decidi que por hoje não vou me embriagar de você e me contentar com “pequenas porções de ilusão”.
sábado, 15 de novembro de 2008
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