Você ainda presta mais atenção no toque do que na letra das musicas? Gosta de bossa nova e de ‘Los hermanos’? Assiste desenho de madrugada e filme aos domingos? Ainda prefere a minha companhia à da Britney Spears? Fica extremamente bêbado quando resolve tomar vinho? Usa o mesmo perfume? Vai aos mesmos bares? Mora na mesma rua? Tem o mesmo carro? Os mesmo amigos? Amores? Comprou um vídeo game? Ainda odeia cigarros? Adora cervejas? Continua confuso e idiota? Engraçado? Ainda não sabe jogar imagem e ação direito? E nem viver sem comer carne? Sempre reclama que engordou? Tem a letra feia? Usa barba? Trabalha no sábado a noite? Acha sexy ver duas mulheres se beijando? Gosta de achar explicações pra tudo que acontece dentro e ao redor de você?
Você ainda lê o que eu escrevo, ou as minhas perguntas vão passar em branco pra você?
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A hora certa
Eu disse ‘tchau’ e chorei um dia inteiro por não querer ir embora. Passaram-se 3 dias, voltei, e fiquei feliz por saber que você ainda estava lá.
Então ficamos, olhando alem dos cílios grandes, sem pressa, vendo o tempo passar com os copos cheios e os cigarros acessos. Acostumamos. A ausência agora incomodava: ‘onde esta você que não esta aqui?’. E chegou a hora certa, a hora de ir de volta pra casa, porque não é para ser pra sempre e mesmo que fosse “o pra sempre, sempre acaba...’. Ao chegar em casa, olhou pra dentro, viu o tempo passar, tomou remédio pra ansiedade, encheu mais o copo, acendeu mais cigarros, sem eu, sem ela, sozinho –sempre[?]–.
Então ficamos, olhando alem dos cílios grandes, sem pressa, vendo o tempo passar com os copos cheios e os cigarros acessos. Acostumamos. A ausência agora incomodava: ‘onde esta você que não esta aqui?’. E chegou a hora certa, a hora de ir de volta pra casa, porque não é para ser pra sempre e mesmo que fosse “o pra sempre, sempre acaba...’. Ao chegar em casa, olhou pra dentro, viu o tempo passar, tomou remédio pra ansiedade, encheu mais o copo, acendeu mais cigarros, sem eu, sem ela, sozinho –sempre[?]–.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
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Não tenho mais 18 anos, se passaram 2 e os 20 chegaram. Eu não sei se mudei, mas me mudei, agora moro 218km longe da vida de antes. Estudo Ciências Sociais, mas dizem que o curso começa de verdade a partir do 3° período e eu ainda estou no 2°. Então não tenho muita certeza do que é e se é o que eu quero, mas continuo e a incerteza não me abandonou. Continua comigo também a desorganização, a preguiça e a mania de discutir por todos os motivos. E eu que odiava sentir saudades tive que aprender a conviver com ela, porque é algo constante nessa vida “nova”.
De lá pra cá muita coisa aconteceu: tirei carteira de motorista, comprei 3 peixes, fiz um cursinho de culinária, e quase mudei Sociais pra Gastronomia, voltei a comer carne, não uso mais o perfume de algodão doce, descobri que tenho rinite, meu cabelo cresceu 5cm, passei a gostar de futebol, a minha avó virou estrela[...]. Os acontecimentos não seguiram essa ordem e nem foram só esses, depois que eu comecei a citar que fui pensar o quanto seria impossível descrever simplificando o que eu fiz em 2 anos de vida. Sei apenas que as pessoas acabam indo embora, e que eu, um dia, também vou, então vamos brincar de ‘o amanha não existe’ porque um dia a gente acaba acertando...
De lá pra cá muita coisa aconteceu: tirei carteira de motorista, comprei 3 peixes, fiz um cursinho de culinária, e quase mudei Sociais pra Gastronomia, voltei a comer carne, não uso mais o perfume de algodão doce, descobri que tenho rinite, meu cabelo cresceu 5cm, passei a gostar de futebol, a minha avó virou estrela[...]. Os acontecimentos não seguiram essa ordem e nem foram só esses, depois que eu comecei a citar que fui pensar o quanto seria impossível descrever simplificando o que eu fiz em 2 anos de vida. Sei apenas que as pessoas acabam indo embora, e que eu, um dia, também vou, então vamos brincar de ‘o amanha não existe’ porque um dia a gente acaba acertando...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Um novo início
O primeiro texto que eu postei nesse blog era, basicamente, um resumo da noite anterior. Como o titulo do blog era (e continua sendo): “Para não passar em branco”, eu achei –naquele momento- que todas aquelas palavras mereciam ser escritas. Mas alguém que lia os meus textos disse: “Gostei, mas achei o assunto irrelevante.”.
Fiquei muito tempo sem escrever aqui, e sempre que pensava em postar algo lembrava desse comentário. Pois bem, a paranóia passou, e se eu considero importante hoje, já basta.
Então porque não falar de amor? Mais especificadamente do "Amor líquido"*, esse é o nome de um livro, que eu não li -ainda-; mas ontem assisti a uma palestra comentando-o.
A discussão girou em torno da banalização do amor, na nova forma de sociabilidade que agora se baseia em uma conexão virtual, ou seja: existem diversas ferramentas (celular, internet...) para aproximar os indivíduos. Mas as relações criadas por esses aparatos tecnológicos são banais e sem laços sólidos. Um exemplo disso é o quanto é mais fácil dizer "eu te amo" pelo msn, como também parecer bonita e feliz nas fotos do orkut, mas nem sempre isso condiz com a realidade.
Um dia desses, estava conversando com um amigo e ele dizia que a internet é um mundo paralelo que tenta controlar o mundo real. O google escolhe o que nós devemos saber sobre determinado assunto, colocando nas primeiras páginas. E o orkut é feito de personagens imaginários, onde cada um faz uma "auto promoção" do que queria ser. Eu concordo com ele e também com o Bauman, porque o amor é mesmo líquido, e nesse calor evapora fácil fácil...
[*Amor Líquido
Sobre a fragilidade dos laços humanos
Zygmunt Bauman]
Fiquei muito tempo sem escrever aqui, e sempre que pensava em postar algo lembrava desse comentário. Pois bem, a paranóia passou, e se eu considero importante hoje, já basta.
Então porque não falar de amor? Mais especificadamente do "Amor líquido"*, esse é o nome de um livro, que eu não li -ainda-; mas ontem assisti a uma palestra comentando-o.
A discussão girou em torno da banalização do amor, na nova forma de sociabilidade que agora se baseia em uma conexão virtual, ou seja: existem diversas ferramentas (celular, internet...) para aproximar os indivíduos. Mas as relações criadas por esses aparatos tecnológicos são banais e sem laços sólidos. Um exemplo disso é o quanto é mais fácil dizer "eu te amo" pelo msn, como também parecer bonita e feliz nas fotos do orkut, mas nem sempre isso condiz com a realidade.
Um dia desses, estava conversando com um amigo e ele dizia que a internet é um mundo paralelo que tenta controlar o mundo real. O google escolhe o que nós devemos saber sobre determinado assunto, colocando nas primeiras páginas. E o orkut é feito de personagens imaginários, onde cada um faz uma "auto promoção" do que queria ser. Eu concordo com ele e também com o Bauman, porque o amor é mesmo líquido, e nesse calor evapora fácil fácil...
[*Amor Líquido
Sobre a fragilidade dos laços humanos
Zygmunt Bauman]
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Ano novo?
Estou com dificuldades para dormir a noite, eu sei que isso se resolve acordado cedo, e mudando a rotina. Sei que tudo é uma questão de costume.
Hoje é terça-feira, sim, antes que eu durma ainda é o mesmo dia de quando eu acordei. E meu calendário esta todo alternativo nesse começo de 2009. Pra mim é estranho pensar que começou um novo ano e eu não fiz, dessa vez, nenhuma promessa ou lista de desejos. Ele veio depressa, deixando o outro pra trás, e sem me dar tempo se quer de planejá-lo. Quando percebi essa urgência, vi que estava mesmo precisando de algo novo, sem aviso prévio, sem expectativas, sem tanto pensar. Já ouvi alguém dizer, ou sei lá, criei essa teoria, de que as coisas que aparecem assim, sem que a gente espere por elas, são as que mais nos fazem felizes. E eu resolvi me apegar nisso. Mesmo porque tem aquele outro ditado que diz que: tudo que resolvemos acreditar, vira realidade.
Já se passaram 27 dias do novo ano. Tenho acordado e dormido tarde, bebido em excesso, assistido mil filmes e esperado pra minha vida um final feliz, como o da maioria deles.
Estou confusa, confesso. Não sei se por conta do ‘não saber’ como vai ser o meu futuro, ou se por saber que a hora de ‘crescer’ chegou. Tomar decisões é difícil, mas mais difícil ainda é esperar.
É a incerteza do que vira, e a certeza de saber que o que podia ter sido feito, já foi. Não resta mais nada. E se o que for de verdade, não for nada do que eu espero?
2009 é pra ser um ano de sorte, e não mais um ano perdido.Tenho tanta coisa pra dizer, pra ver, pra sentir. Mas por enquanto a incerteza e o medo do ‘errado’ tem ocupado todo o espaço. E eu tenho me escondido, ate que alguém ou alguma noticia boa me tire daqui...
Hoje é terça-feira, sim, antes que eu durma ainda é o mesmo dia de quando eu acordei. E meu calendário esta todo alternativo nesse começo de 2009. Pra mim é estranho pensar que começou um novo ano e eu não fiz, dessa vez, nenhuma promessa ou lista de desejos. Ele veio depressa, deixando o outro pra trás, e sem me dar tempo se quer de planejá-lo. Quando percebi essa urgência, vi que estava mesmo precisando de algo novo, sem aviso prévio, sem expectativas, sem tanto pensar. Já ouvi alguém dizer, ou sei lá, criei essa teoria, de que as coisas que aparecem assim, sem que a gente espere por elas, são as que mais nos fazem felizes. E eu resolvi me apegar nisso. Mesmo porque tem aquele outro ditado que diz que: tudo que resolvemos acreditar, vira realidade.
Já se passaram 27 dias do novo ano. Tenho acordado e dormido tarde, bebido em excesso, assistido mil filmes e esperado pra minha vida um final feliz, como o da maioria deles.
Estou confusa, confesso. Não sei se por conta do ‘não saber’ como vai ser o meu futuro, ou se por saber que a hora de ‘crescer’ chegou. Tomar decisões é difícil, mas mais difícil ainda é esperar.
É a incerteza do que vira, e a certeza de saber que o que podia ter sido feito, já foi. Não resta mais nada. E se o que for de verdade, não for nada do que eu espero?
2009 é pra ser um ano de sorte, e não mais um ano perdido.Tenho tanta coisa pra dizer, pra ver, pra sentir. Mas por enquanto a incerteza e o medo do ‘errado’ tem ocupado todo o espaço. E eu tenho me escondido, ate que alguém ou alguma noticia boa me tire daqui...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Hoje é domingo, e domingos são vazios, são sem graças, e as horas raras para dormir, sobram nesse dia. Então, eu – logo eu – que em dias comuns idolatro essas horas, hoje, só por hoje, fico enjoada do famoso ‘nada pra fazer’, que enchem meu dia de solidão e preguiça.
Tentei inventar algo, peguei o livro do ‘Dom Casmurro’, mas como eu já sei o final da historia, fiquei desanimada e deixei a idéia de lado. Como já deixei a proposta de ir visitar a tia, sair para tomar um sorvete, ou ir à missa. Larguei todos os programas que podiam mudar a realidade do triste domingo. Pensei: ’vou ali no computador, converso com alguém, assuntos banais pra que eu possa me desligar do que é sério, e deixar o tempo passar. Depois já vai chegar a hora de dormir e amanha a solidão passa. [Afinal, a segunda-feira é apressada demais pra que a solidão obedeça a lei da inércia e fique aqui.]’. Meu computador não quis contribuir para a minha fuga, não sei porque, mas veio uma mensagem de que existia problemas e que eu deveria tentar mais tarde.
E agora? O que fazer ate que o mais tarde chegue?
Tá bom, vou ouvir Chico e ler o livro da Tati. Pronto, assumi a fossa!
Porque a verdade é que eu estou na mesma situação dela: ‘com vontade de uma coisa que eu não sei o que é.’.
O telefone tocou, e mudou o rumo das coisas. Resolvi, por impulso, seguir a filosofia do cazuza: ‘mais uma dose, é claro que eu tô a fim.’.
Mas como já era esperado, não seria fácil me satisfazer. Então voltei pra casa, com aquela mesma vontade que eu estava antes, aquela que não tem nome, e que não passa depois de alguns copos de cerveja.
Vou dormir, porque o amanha já virou hoje, e ele precisa ser diferente...
Tentei inventar algo, peguei o livro do ‘Dom Casmurro’, mas como eu já sei o final da historia, fiquei desanimada e deixei a idéia de lado. Como já deixei a proposta de ir visitar a tia, sair para tomar um sorvete, ou ir à missa. Larguei todos os programas que podiam mudar a realidade do triste domingo. Pensei: ’vou ali no computador, converso com alguém, assuntos banais pra que eu possa me desligar do que é sério, e deixar o tempo passar. Depois já vai chegar a hora de dormir e amanha a solidão passa. [Afinal, a segunda-feira é apressada demais pra que a solidão obedeça a lei da inércia e fique aqui.]’. Meu computador não quis contribuir para a minha fuga, não sei porque, mas veio uma mensagem de que existia problemas e que eu deveria tentar mais tarde.
E agora? O que fazer ate que o mais tarde chegue?
Tá bom, vou ouvir Chico e ler o livro da Tati. Pronto, assumi a fossa!
Porque a verdade é que eu estou na mesma situação dela: ‘com vontade de uma coisa que eu não sei o que é.’.
O telefone tocou, e mudou o rumo das coisas. Resolvi, por impulso, seguir a filosofia do cazuza: ‘mais uma dose, é claro que eu tô a fim.’.
Mas como já era esperado, não seria fácil me satisfazer. Então voltei pra casa, com aquela mesma vontade que eu estava antes, aquela que não tem nome, e que não passa depois de alguns copos de cerveja.
Vou dormir, porque o amanha já virou hoje, e ele precisa ser diferente...
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