Não riam. Se ate o Tim Maia acreditava, porque que eu não posso?
Antes de ontem, uma amiga veio me dizer sobre um vídeo com uma mensagem de um extraterrestre dizendo que apareceria aqui na terra pra dar um “alô”. Mentira, o vídeo era idiota e cansativo e falava que eles viriam em missão de amor.
E eu sinceramente me recuso a amar um marciano verde e de olhos grandes - pelo menos é assim que os desenhos mostram que eles são -, e me recusei, naturalmente, a acreditar que isso poderia ser verdade.
A grande visita estava marcada pro dia 14/10, ainda era dia 13 e eu estava me preparando pra dormir, olhei pro céu e vi uma luz brilhante que refletia todas as cores –já pedi pra não rir – tenho certeza que não era uma estrela e muito menos um avião. E o fato deles chegarem antes deve ser por conta do fuso horário, não sei, afinal eles não tentariam contato. Fui pra sacada pra observar melhor o céu, e consegui enxergar mais três pontos brilhantes, com as luzes coloridas inconfundíveis, eram os tais discos voadores.
Ontem eles estavam no céu de novo, e hoje, segundo o vídeo, será a despedida. Não sou otimista e nem pessimista em relação a eles, não espero ser abduzida para um mundo melhor, como pregava o “universo em desencanto”, e muito menos acredito naquela dominação trágica que o filme “Guerra dos mundos” mostra, eu só acredito neles e em suas naves espaciais que resolveram nos visitar...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Antes era diferente
Imagino que você pensara hoje, no que eu disse ontem. Ou talvez você nem lembre mais do antes que era diferente, mas eu lembro -sempre- e faz diferença a falta da mesma. Não estou falando do amor barato, das cantadas criativas e das paqueras sem escrúpulos. Porque isso nem era o diferencial verdadeiro, era só o mais aparente.
Pode ate parecer poético demais, mas o que me chamava a atenção era toda a sintonia. Aquela coisa de “eu sei o que você esta pensando”, e ao contrario do que possa parecer isso não fazia a relação se tornar previsível demais. Funcionava como um porto seguro, mas nos dois somos inquietos e aventureiros demais pra não voltar pro mar. E o meu medo é que nessa brincadeira, o sentimento pode mudar, e afundar...
Nesse momento uma taça de vinho, um cigarro e uma foto de nós dois, me faz companhia. Misturados entre cadernos, livros e uma agenda cheia de compromissos, mas nenhum com você. A musica que eu estou ouvindo repete que o ponto final significa sim o fim, e eu já voltei 3 vezes pra ver se fica gravado na minha cabeça, ocupando o seu lugar. A estação acabou de mudar, chegou a primavera, as flores, o calor, a chuva e o excesso de felicidade alheia. A lembrança se torna mais presente, e a historia continua no passado, mesmo sem ter chegado ao fim. Sei que o contrario seria mais comum, lembrar de você no inverno, onde o frio pede sempre um calor a mais. Mas nunca seguimos muito o convencional.
Chega por hoje, já transformei minha saudade em cinzas, mas em breve “volto a lhe escrever, pra lhe dizer que isso é pecado, eu trago o peito tão marcado de lembranças do passado e você sabe a razão[...], outro retrato em preto e branco a maltratar meu coração.”
[03 out.]
Pode ate parecer poético demais, mas o que me chamava a atenção era toda a sintonia. Aquela coisa de “eu sei o que você esta pensando”, e ao contrario do que possa parecer isso não fazia a relação se tornar previsível demais. Funcionava como um porto seguro, mas nos dois somos inquietos e aventureiros demais pra não voltar pro mar. E o meu medo é que nessa brincadeira, o sentimento pode mudar, e afundar...
Nesse momento uma taça de vinho, um cigarro e uma foto de nós dois, me faz companhia. Misturados entre cadernos, livros e uma agenda cheia de compromissos, mas nenhum com você. A musica que eu estou ouvindo repete que o ponto final significa sim o fim, e eu já voltei 3 vezes pra ver se fica gravado na minha cabeça, ocupando o seu lugar. A estação acabou de mudar, chegou a primavera, as flores, o calor, a chuva e o excesso de felicidade alheia. A lembrança se torna mais presente, e a historia continua no passado, mesmo sem ter chegado ao fim. Sei que o contrario seria mais comum, lembrar de você no inverno, onde o frio pede sempre um calor a mais. Mas nunca seguimos muito o convencional.
Chega por hoje, já transformei minha saudade em cinzas, mas em breve “volto a lhe escrever, pra lhe dizer que isso é pecado, eu trago o peito tão marcado de lembranças do passado e você sabe a razão[...], outro retrato em preto e branco a maltratar meu coração.”
[03 out.]
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