segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Motivos para não se apaixonar
Se o inverno não estivesse chegando ao fim, se o vento de agosto soprasse mais leve e se a beleza dos ipês fosse eterna, eu juro que pensaria no caso. Mas eu não posso apostar no que é temporário, as flores coloridas vão cair e o encantamento dos olhos desaparecerá na mesma medida. Sempre acontece assim, de repente percebemos que acabou. Alguns continuam lá, mesmo sem a admiração de antes, cultivam a falta de graça e esperando o tempo passar pra ver se as estações e o estado de espírito mudem, e tudo volte a ser como era antes. Mas não é o meu caso, pela impulsividade que me persegue, eu sempre vou embora. Volto pra casa com lagrimas persistente, e com a certeza consistente de que chegou mesmo ao fim. E nessa hora não há consolo que ajude: “O fim sempre vem acompanhado de um novo começo.”. Não adianta, porque ainda não “sintonizou” a nova estação e por enquanto acredito que flor igual aquela eu nunca mais verei...
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Borboletas
- Não mata!
- Por que não?
- Porque ela não esta fazendo nada.
- Tá sim, tá atrapalhando.
- Mas ela já sofre tanto, não custa agüentarmos ela aqui por algum tempo.
- Como sabe que ela sofre?
- Basta olhá-la.
- Como assim?
- Ue ela já é o patinho feio da sua espécie, e se estivesse feliz estaria voando longe daqui, livre...
- Você e essa mania de relacionar felicidade com liberdade.
-É, e é por isso que no fundo eu queria ser uma borboleta.
- Ah é? Dessa eu não sabia.
- É sim. Mas eu queria ser uma borboleta feliz, daquelas que a gente corre atrás pra ver. E que mesmo com a insistência em ser efêmera, nos deixa encantado com tamanha beleza.
- Estranho...
- O que?
- Pra mim, você já é uma dessas borboletas...!
- Por que não?
- Porque ela não esta fazendo nada.
- Tá sim, tá atrapalhando.
- Mas ela já sofre tanto, não custa agüentarmos ela aqui por algum tempo.
- Como sabe que ela sofre?
- Basta olhá-la.
- Como assim?
- Ue ela já é o patinho feio da sua espécie, e se estivesse feliz estaria voando longe daqui, livre...
- Você e essa mania de relacionar felicidade com liberdade.
-É, e é por isso que no fundo eu queria ser uma borboleta.
- Ah é? Dessa eu não sabia.
- É sim. Mas eu queria ser uma borboleta feliz, daquelas que a gente corre atrás pra ver. E que mesmo com a insistência em ser efêmera, nos deixa encantado com tamanha beleza.
- Estranho...
- O que?
- Pra mim, você já é uma dessas borboletas...!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Meu mais novo companheiro.
Fiz um combinado comigo e, desta vez, resolvi cumprir o trato - talvez só pra fugir do habitual.
Comprei um caderninho para anotar acontecimentos e observações. Não do meu mundo, mas do mundo ao meu redor – sim, são dois.
Neste caderninho seria proibido (odeio regras, porque nunca consigo segui-las) frases sentimentaloides e textos-desabafos-de-frustrações.
Quando fui à papelaria não encontrei nenhum caderninho que agradasse a minha exigência, as capas eram sempre feias. Então, sem modéstia, colei uma foto minha e alguns recortes. Ficou a minha cara, literalmente.
Prometi levá-lo comigo aonde quer que eu fosse e quando reparasse em algo iria anotar e depois ler tudo e ver no que dava.
Já adianto que não vou transcrever pra cá tudo, mas hoje vou contar o que está registrado na primeira página, a introdução:
“Oi.
Pensei em varias formas de começar a escrever aqui. Por fim, optei pela mais simples: um ‘oi’ . Isso porque eu sempre apoiei aquela propaganda da empresa de telefonia que dizia que tudo começa assim.
Bom, o objetivo aqui é me apegar à capacidade de ser perspicaz e não deixar nada PASSAR EM BRANCO!
Sinto discordar de Chico Buarque, mas vou me apressar; porque tudo é pra já, sim, e a minha ansiedade não agüenta mais esperar.
Então vamos logo começar a brincadeira...”
Comprei um caderninho para anotar acontecimentos e observações. Não do meu mundo, mas do mundo ao meu redor – sim, são dois.
Neste caderninho seria proibido (odeio regras, porque nunca consigo segui-las) frases sentimentaloides e textos-desabafos-de-frustrações.
Quando fui à papelaria não encontrei nenhum caderninho que agradasse a minha exigência, as capas eram sempre feias. Então, sem modéstia, colei uma foto minha e alguns recortes. Ficou a minha cara, literalmente.
Prometi levá-lo comigo aonde quer que eu fosse e quando reparasse em algo iria anotar e depois ler tudo e ver no que dava.
Já adianto que não vou transcrever pra cá tudo, mas hoje vou contar o que está registrado na primeira página, a introdução:
“Oi.
Pensei em varias formas de começar a escrever aqui. Por fim, optei pela mais simples: um ‘oi’ . Isso porque eu sempre apoiei aquela propaganda da empresa de telefonia que dizia que tudo começa assim.
Bom, o objetivo aqui é me apegar à capacidade de ser perspicaz e não deixar nada PASSAR EM BRANCO!
Sinto discordar de Chico Buarque, mas vou me apressar; porque tudo é pra já, sim, e a minha ansiedade não agüenta mais esperar.
Então vamos logo começar a brincadeira...”
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Porque passar uma noite?
Talvez olhar pros teus olhos de menino querendo crescer seja melhor que assistir “Os educadores”. Ou talvez o que me encante seja essa sua sinceridade e coragem em dizer que eu sou muito chata, mas que mesmo assim você gosta de mim. Ao contrário do que acontece sempre, por você eu não espero. E você aparece, quase que ao acaso. E, mesmo eu não gostando de surpresas, eu gosto de você...Gosto também desse seu jeito critico e dessa sua lucidez e sensibilidade pra poder perceber tudo que acontece ao redor.Bom, só sei que olhar pra esse sorriso - mesmo sem promessas de eternidade - já é motivos de sobra pra passar uma noite e pra conservar a felicidade do lado de cá por muitas outras!
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Última carta*
Desapareça. Pegue o perfume, as fotos, apague os emails, e rasgue todas as páginas do meu diário que seu nome esta em negrito, evidenciando que era importante. Leve tudo isso pra longe daqui... e vá junto!Aproveite e coloque na mala esse gosto amargo e esse aperto no peito, que aparece quando lembro das palavras falsas e das mentiras que eu julguei verdade e fiz delas a minha realidade. Por favor, saia já daqui com promessas e elogios tão sem sentido e sem valor. E não me venha mais falar em saudade, porque não se pode sentir falta do que não te agradou, nem te fez feliz.E só mais uma coisa: não me olhe mais como se fossemos cúmplices de um sentimento incomum pros outros, mas comum entre mim e você.
Boa viagem, sem retorno!
[*pequena, assim como a minha admiração por você agora.]
Boa viagem, sem retorno!
[*pequena, assim como a minha admiração por você agora.]
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