segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Hoje é domingo, e domingos são vazios, são sem graças, e as horas raras para dormir, sobram nesse dia. Então, eu – logo eu – que em dias comuns idolatro essas horas, hoje, só por hoje, fico enjoada do famoso ‘nada pra fazer’, que enchem meu dia de solidão e preguiça.
Tentei inventar algo, peguei o livro do ‘Dom Casmurro’, mas como eu já sei o final da historia, fiquei desanimada e deixei a idéia de lado. Como já deixei a proposta de ir visitar a tia, sair para tomar um sorvete, ou ir à missa. Larguei todos os programas que podiam mudar a realidade do triste domingo. Pensei: ’vou ali no computador, converso com alguém, assuntos banais pra que eu possa me desligar do que é sério, e deixar o tempo passar. Depois já vai chegar a hora de dormir e amanha a solidão passa. [Afinal, a segunda-feira é apressada demais pra que a solidão obedeça a lei da inércia e fique aqui.]’. Meu computador não quis contribuir para a minha fuga, não sei porque, mas veio uma mensagem de que existia problemas e que eu deveria tentar mais tarde.
E agora? O que fazer ate que o mais tarde chegue?
Tá bom, vou ouvir Chico e ler o livro da Tati. Pronto, assumi a fossa!
Porque a verdade é que eu estou na mesma situação dela: ‘com vontade de uma coisa que eu não sei o que é.’.
O telefone tocou, e mudou o rumo das coisas. Resolvi, por impulso, seguir a filosofia do cazuza: ‘mais uma dose, é claro que eu tô a fim.’.
Mas como já era esperado, não seria fácil me satisfazer. Então voltei pra casa, com aquela mesma vontade que eu estava antes, aquela que não tem nome, e que não passa depois de alguns copos de cerveja.
Vou dormir, porque o amanha já virou hoje, e ele precisa ser diferente...

Um comentário:

Anônimo disse...

Ouvir Chico pra assumir a fossa?
Sabe que eu não tinha pensado nisso!

"A dor da gente não sai no jornal..."
(Notícia de Jornal)

beijo!