O primeiro texto que eu postei nesse blog era, basicamente, um resumo da noite anterior. Como o titulo do blog era (e continua sendo): “Para não passar em branco”, eu achei –naquele momento- que todas aquelas palavras mereciam ser escritas. Mas alguém que lia os meus textos disse: “Gostei, mas achei o assunto irrelevante.”.
Fiquei muito tempo sem escrever aqui, e sempre que pensava em postar algo lembrava desse comentário. Pois bem, a paranóia passou, e se eu considero importante hoje, já basta.
Então porque não falar de amor? Mais especificadamente do "Amor líquido"*, esse é o nome de um livro, que eu não li -ainda-; mas ontem assisti a uma palestra comentando-o.
A discussão girou em torno da banalização do amor, na nova forma de sociabilidade que agora se baseia em uma conexão virtual, ou seja: existem diversas ferramentas (celular, internet...) para aproximar os indivíduos. Mas as relações criadas por esses aparatos tecnológicos são banais e sem laços sólidos. Um exemplo disso é o quanto é mais fácil dizer "eu te amo" pelo msn, como também parecer bonita e feliz nas fotos do orkut, mas nem sempre isso condiz com a realidade.
Um dia desses, estava conversando com um amigo e ele dizia que a internet é um mundo paralelo que tenta controlar o mundo real. O google escolhe o que nós devemos saber sobre determinado assunto, colocando nas primeiras páginas. E o orkut é feito de personagens imaginários, onde cada um faz uma "auto promoção" do que queria ser. Eu concordo com ele e também com o Bauman, porque o amor é mesmo líquido, e nesse calor evapora fácil fácil...
[*Amor Líquido
Sobre a fragilidade dos laços humanos
Zygmunt Bauman]
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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Um comentário:
Que saudade de te ler.
Se pensar novamente em parar lembre-se que nada que vem de você é irrelevante.
Não leve em consideração essa babaquice do bobo que te falou isso e pense que eu - que te amo, de verdade - considero tudo que escreve, importante. Melhor acreditar em mim.
Eu concordo com tudo que você disse. Acho um porre essa banalização do amor e da tentativa de nos fazer marionetes...
Beijossss sua linda!
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