Estou com dificuldades para dormir a noite, eu sei que isso se resolve acordado cedo, e mudando a rotina. Sei que tudo é uma questão de costume.
Hoje é terça-feira, sim, antes que eu durma ainda é o mesmo dia de quando eu acordei. E meu calendário esta todo alternativo nesse começo de 2009. Pra mim é estranho pensar que começou um novo ano e eu não fiz, dessa vez, nenhuma promessa ou lista de desejos. Ele veio depressa, deixando o outro pra trás, e sem me dar tempo se quer de planejá-lo. Quando percebi essa urgência, vi que estava mesmo precisando de algo novo, sem aviso prévio, sem expectativas, sem tanto pensar. Já ouvi alguém dizer, ou sei lá, criei essa teoria, de que as coisas que aparecem assim, sem que a gente espere por elas, são as que mais nos fazem felizes. E eu resolvi me apegar nisso. Mesmo porque tem aquele outro ditado que diz que: tudo que resolvemos acreditar, vira realidade.
Já se passaram 27 dias do novo ano. Tenho acordado e dormido tarde, bebido em excesso, assistido mil filmes e esperado pra minha vida um final feliz, como o da maioria deles.
Estou confusa, confesso. Não sei se por conta do ‘não saber’ como vai ser o meu futuro, ou se por saber que a hora de ‘crescer’ chegou. Tomar decisões é difícil, mas mais difícil ainda é esperar.
É a incerteza do que vira, e a certeza de saber que o que podia ter sido feito, já foi. Não resta mais nada. E se o que for de verdade, não for nada do que eu espero?
2009 é pra ser um ano de sorte, e não mais um ano perdido.Tenho tanta coisa pra dizer, pra ver, pra sentir. Mas por enquanto a incerteza e o medo do ‘errado’ tem ocupado todo o espaço. E eu tenho me escondido, ate que alguém ou alguma noticia boa me tire daqui...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Hoje é domingo, e domingos são vazios, são sem graças, e as horas raras para dormir, sobram nesse dia. Então, eu – logo eu – que em dias comuns idolatro essas horas, hoje, só por hoje, fico enjoada do famoso ‘nada pra fazer’, que enchem meu dia de solidão e preguiça.
Tentei inventar algo, peguei o livro do ‘Dom Casmurro’, mas como eu já sei o final da historia, fiquei desanimada e deixei a idéia de lado. Como já deixei a proposta de ir visitar a tia, sair para tomar um sorvete, ou ir à missa. Larguei todos os programas que podiam mudar a realidade do triste domingo. Pensei: ’vou ali no computador, converso com alguém, assuntos banais pra que eu possa me desligar do que é sério, e deixar o tempo passar. Depois já vai chegar a hora de dormir e amanha a solidão passa. [Afinal, a segunda-feira é apressada demais pra que a solidão obedeça a lei da inércia e fique aqui.]’. Meu computador não quis contribuir para a minha fuga, não sei porque, mas veio uma mensagem de que existia problemas e que eu deveria tentar mais tarde.
E agora? O que fazer ate que o mais tarde chegue?
Tá bom, vou ouvir Chico e ler o livro da Tati. Pronto, assumi a fossa!
Porque a verdade é que eu estou na mesma situação dela: ‘com vontade de uma coisa que eu não sei o que é.’.
O telefone tocou, e mudou o rumo das coisas. Resolvi, por impulso, seguir a filosofia do cazuza: ‘mais uma dose, é claro que eu tô a fim.’.
Mas como já era esperado, não seria fácil me satisfazer. Então voltei pra casa, com aquela mesma vontade que eu estava antes, aquela que não tem nome, e que não passa depois de alguns copos de cerveja.
Vou dormir, porque o amanha já virou hoje, e ele precisa ser diferente...
Tentei inventar algo, peguei o livro do ‘Dom Casmurro’, mas como eu já sei o final da historia, fiquei desanimada e deixei a idéia de lado. Como já deixei a proposta de ir visitar a tia, sair para tomar um sorvete, ou ir à missa. Larguei todos os programas que podiam mudar a realidade do triste domingo. Pensei: ’vou ali no computador, converso com alguém, assuntos banais pra que eu possa me desligar do que é sério, e deixar o tempo passar. Depois já vai chegar a hora de dormir e amanha a solidão passa. [Afinal, a segunda-feira é apressada demais pra que a solidão obedeça a lei da inércia e fique aqui.]’. Meu computador não quis contribuir para a minha fuga, não sei porque, mas veio uma mensagem de que existia problemas e que eu deveria tentar mais tarde.
E agora? O que fazer ate que o mais tarde chegue?
Tá bom, vou ouvir Chico e ler o livro da Tati. Pronto, assumi a fossa!
Porque a verdade é que eu estou na mesma situação dela: ‘com vontade de uma coisa que eu não sei o que é.’.
O telefone tocou, e mudou o rumo das coisas. Resolvi, por impulso, seguir a filosofia do cazuza: ‘mais uma dose, é claro que eu tô a fim.’.
Mas como já era esperado, não seria fácil me satisfazer. Então voltei pra casa, com aquela mesma vontade que eu estava antes, aquela que não tem nome, e que não passa depois de alguns copos de cerveja.
Vou dormir, porque o amanha já virou hoje, e ele precisa ser diferente...
sábado, 15 de novembro de 2008
Ah garoto, o que foi que eu fiz?
O que foi que eu fiz pra você?
Você pegou o que eu tinha de mais importante, sem ao menos pedir licença. Você não pode, não pode pegar tudo e ir devolvendo a alegria aos poucos, doses homeopáticas de animo. Pra que tudo isso?
Você se sente seguro com a minha dependência, eu sei, mas o que eu mais queria era uma overdose, pra acabar logo com isso.
Ah se você soubesse, o quanto eu queria mais da alegria de ter você. Não precisava da melhor roupa, das melhores palavras e nem do melhor vinho. Bastava vir.
Você sabe que a minha pretensão sempre foi ter você sem exigir nada, nem isso.
Eu nunca quis ter você com vontade de ir embora. Por isso achei que seria mais fácil te expulsar dos meus pensamentos do que te ver fechando a porta por vontade. Mas não foi assim.
E o que mais me incomoda em tudo isso, é a espera. O telefone que não toca, e quando toca, não diz o que eu espero ouvir. Viver de espera cansa.
Sei que as coisas estão todas erradas e que você é a pessoa errada.
Mas esse texto é só pra explicar. Entende agora o motivo da preguiça e da falta de inspiração me consomem?
Já vou dormir, porque decidi que por hoje não vou me embriagar de você e me contentar com “pequenas porções de ilusão”.
Você pegou o que eu tinha de mais importante, sem ao menos pedir licença. Você não pode, não pode pegar tudo e ir devolvendo a alegria aos poucos, doses homeopáticas de animo. Pra que tudo isso?
Você se sente seguro com a minha dependência, eu sei, mas o que eu mais queria era uma overdose, pra acabar logo com isso.
Ah se você soubesse, o quanto eu queria mais da alegria de ter você. Não precisava da melhor roupa, das melhores palavras e nem do melhor vinho. Bastava vir.
Você sabe que a minha pretensão sempre foi ter você sem exigir nada, nem isso.
Eu nunca quis ter você com vontade de ir embora. Por isso achei que seria mais fácil te expulsar dos meus pensamentos do que te ver fechando a porta por vontade. Mas não foi assim.
E o que mais me incomoda em tudo isso, é a espera. O telefone que não toca, e quando toca, não diz o que eu espero ouvir. Viver de espera cansa.
Sei que as coisas estão todas erradas e que você é a pessoa errada.
Mas esse texto é só pra explicar. Entende agora o motivo da preguiça e da falta de inspiração me consomem?
Já vou dormir, porque decidi que por hoje não vou me embriagar de você e me contentar com “pequenas porções de ilusão”.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Eu acredito em disco voador
Não riam. Se ate o Tim Maia acreditava, porque que eu não posso?
Antes de ontem, uma amiga veio me dizer sobre um vídeo com uma mensagem de um extraterrestre dizendo que apareceria aqui na terra pra dar um “alô”. Mentira, o vídeo era idiota e cansativo e falava que eles viriam em missão de amor.
E eu sinceramente me recuso a amar um marciano verde e de olhos grandes - pelo menos é assim que os desenhos mostram que eles são -, e me recusei, naturalmente, a acreditar que isso poderia ser verdade.
A grande visita estava marcada pro dia 14/10, ainda era dia 13 e eu estava me preparando pra dormir, olhei pro céu e vi uma luz brilhante que refletia todas as cores –já pedi pra não rir – tenho certeza que não era uma estrela e muito menos um avião. E o fato deles chegarem antes deve ser por conta do fuso horário, não sei, afinal eles não tentariam contato. Fui pra sacada pra observar melhor o céu, e consegui enxergar mais três pontos brilhantes, com as luzes coloridas inconfundíveis, eram os tais discos voadores.
Ontem eles estavam no céu de novo, e hoje, segundo o vídeo, será a despedida. Não sou otimista e nem pessimista em relação a eles, não espero ser abduzida para um mundo melhor, como pregava o “universo em desencanto”, e muito menos acredito naquela dominação trágica que o filme “Guerra dos mundos” mostra, eu só acredito neles e em suas naves espaciais que resolveram nos visitar...
Antes de ontem, uma amiga veio me dizer sobre um vídeo com uma mensagem de um extraterrestre dizendo que apareceria aqui na terra pra dar um “alô”. Mentira, o vídeo era idiota e cansativo e falava que eles viriam em missão de amor.
E eu sinceramente me recuso a amar um marciano verde e de olhos grandes - pelo menos é assim que os desenhos mostram que eles são -, e me recusei, naturalmente, a acreditar que isso poderia ser verdade.
A grande visita estava marcada pro dia 14/10, ainda era dia 13 e eu estava me preparando pra dormir, olhei pro céu e vi uma luz brilhante que refletia todas as cores –já pedi pra não rir – tenho certeza que não era uma estrela e muito menos um avião. E o fato deles chegarem antes deve ser por conta do fuso horário, não sei, afinal eles não tentariam contato. Fui pra sacada pra observar melhor o céu, e consegui enxergar mais três pontos brilhantes, com as luzes coloridas inconfundíveis, eram os tais discos voadores.
Ontem eles estavam no céu de novo, e hoje, segundo o vídeo, será a despedida. Não sou otimista e nem pessimista em relação a eles, não espero ser abduzida para um mundo melhor, como pregava o “universo em desencanto”, e muito menos acredito naquela dominação trágica que o filme “Guerra dos mundos” mostra, eu só acredito neles e em suas naves espaciais que resolveram nos visitar...
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